Mineira, casada, mãe, poetisa, professora, filósofa e contista brasileira, Adélia Prado nos emociona com seus poemas. Escrevendo de forma natural e leve sobre a vida, seus temas principais são religiosidade, família e principalmente escrita feminina. E hoje, aos 84 anos, ainda nos encanta. Para que você se aprofunde mais em suas obras, selecionamos algumas frases de Adélia Prado. Veja abaixo!
62 frases de Adélia Prado para quem ama a literatura brasileira
Deus não é um fato teológico. Ele é, para as pessoas, uma experiência.
Crie uma frase que é só sua — conte o momento e a gente escreve.
Pra quem
Tô aqui com você 🤍
📞 CVV — 188 · 24h, gratuito
só sua
frase mensagem
Perdoar Deus significa dizer: ‘'eu aceito, eu digo sim para a vida, para o meu corpo.''
Eu não dou conta de aguentar minha velhice se eu não tiver uma fé.
Quanto mais você descobre, mais o universo se alarga. Isso é Deus.
Deus é mais belo que eu. E não é jovem! Isto sim, é consolo.
Estou com saudade de Deus, uma saudade tão funda que me seca.
A Bíblia é um livro de experiências profundas e humanas.
A missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum.
A arte a gente não entende. Fé a gente não entende. É algo dirigido à terceira margem da alma, ao sentimento, à sensibilidade. Não precisa inventar nada, nada, nada.
Sei que Deus mora em mim, como sua melhor casa.
Estou no começo do meu desespero, e só vejo dois caminhos: ou viro doida, ou santa.
A gente tem sede de infinito e de permanência, então, esse ser que assegura a permanência das coisas, é que eu chamo de Deus. É o absoluto.
Eu cometi pecados, por palavras, por atos, omissões. Deles confesso a Deus.
Quando em certas manhãs desrezo, é por esquecimento, só por desatenção.
Amor pra mim é ser capaz de permitir que aquele que eu amo exista como tal, como ele mesmo. Isso é o mais pleno amor.
A fonte da vida é Deus, há infinitas maneiras de entender.
Divago, quando o que quero é só dizer te amo.
Minha mãe achava estudo a coisa mais fina do mundo. Não é. A coisa mais fina do mundo é o sentimento.
O amor usa o correio, o correio trapaceia, a carta não chega, o amor fica sem saber se é ou não é.
É roxo o amor. De amoras, não. De dor.
Aqui é dor, aqui é amor, aqui é amor e dor, onde um homem projeta o seu perfil e pergunta atônito: em que direção se vai?
O amor me fere é debaixo do braço, de um vão entre as costelas, atinge o meu coração é por esta via inclinada.
O que a memória ama fica eterno.
Amor é a coisa mais alegre. Amor é a coisa mais triste. Amor é a coisa que mais quero.
Meu amor é maior, mais belo sem ornamentos do que um campo de flores.
Então eu virei pra ela e falei assim: ''ah, nada, boba, também é assim, se der, bem, se não der, amém, toca pra frente.''
Eu tenho a esperança que nada se perde, tudo alguma coisa gera. O que parece morto, aduba, o que parece estático, espera.
O sonho encheu a noite, extravasou para o meu dia, encheu minha vida e é dele que eu vou viver.
Minha tristeza não tem pedigree, já a minha vontade de alegria, sua raiz vai ao meu mil avô.
Dor não tem nada a ver com amargura.
Há sempre uma razão, embora não haja nenhuma explicação.
Tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais. É pra ensinar a gente a viver.
Fui dormir umas vezes tão feliz, que, se soubesse minha força, levitava. Em outras, tanta foi a tristeza que fiz versos.
Às vezes acho que nasci na década errada. Tenho princípios que já se perderam e amo coisas que já não se dá mais valor.
Quanto a mim, dou graças pelo que agora sei e, mais que perdoo, eu amo.
A vida é muito bonita, basta um beijo e a delicada engrenagem movimenta-se, uma necessidade cósmica nos protege.
Não tenho tempo algum, pois ser feliz me consome!
A vida é mais tempo alegre do que triste. Melhor é ser.
Mulher é desdobrável, eu sou!
Com perdão da palavra, quero cair na vida!
Não sou matrona, mãe dos Gracos, Cornélia, sou mulher do povo, mãe de filhos, Adélia. Faço comida e como.
Quando dói, grito ai, quando é bom, fico bruta. As sensibilidades sem governo. Mas tenho meus prantos, claridades atrás do estômago humilde e fortíssima voz pra cânticos de festa.
Não me falou em amor. Essa palavra de luxo.
Só a mulher entre as coisas envelhece.
Assim que escurecer vou namorar. Que mundo ordenado e bom! Namorar quem? Minha alma nasceu desposada com um marido invisível.
Não tinha um adjetivo para o dia e desejei ficar triste.
Eu quero uma licença de dormir, perdão pra descansar horas a fio, sem ao menos sonhar a leve palha de um pequeno sonho.
Ama e nem sabe mais o que ama.
Desejo a máquina do tempo para que não haja o havido e eu recomece misericordiosamente.
Se pudesse, hoje, varria, isso mesmo, varria as pessoas todas com vassoura, como se fossem ciscos.
Preciso mentir um pouco para que o ritmo aconteça e eu própria entenda o discurso.
Aqui se passa fome, aqui se odeia, aqui se é feliz, no meio de invenções miraculosas.
Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.
Era raiva não. Era marca de dor.
Não se ama para ser recompensado. O amor é sua própria recompensa.
O amor é a morte do ego.
Tudo que eu sinto esbarra em Deus.
Que a poesia use de todos os meios de transporte para visitar os homens.
Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é.
Eu só tenho o cotidiano e meu sentimento dele. Não sei de alguém que tenha mais.
Sofrer era muito mais fácil.
De vez em quando, Deus me tira a poesia. Olho pedra, vejo pedra mesmo.